Despertar da Maternidade

Cresci ouvindo a frase “Você vai entender quando você for mãe”. Isso soava como um pesar, de um modo que a responsabilidade de ser mãe fosse uma lástima. Até o dia que me tornei mãe. E não foi no dia do nascimento do meu primogênito. Me tornei mãe após seu primeiro ano de vida. 

Desde a descoberta até seu primeiro ano, minha vida seguiu no piloto automático. Foi a barriga crescendo mês a mês, depois planejando a decoração do quarto, foram os presentes que, aliás, o primogênito se esbalda nesse quesito. No momento do nascimento curtimos o momento mágico de olhar para aquele ser totalmente frágil. Durante os meses, em meio a adaptações de um casal, acostumado pela independência, pela “solidão”, uma avalanche de emoções e incertezas surgem e o tempo voa e você não se reconhece mais a mulher que você achava que era. 

Tudo muda e você não percebe. É muita mudança ao mesmo tempo. 

A maternidade é metamorfose. Você se despede de uma menina (que até então achava que era uma mulher) e dá as boas vindas à nova mulher, ao novo ser de luz.

E ouço a frase novamente “Você vai entender quando você for mãe” que, pra mim, teve um novo significado. Meu novo EU não foi resultado de uma árdua responsabilidade que tenho na vida do meu filho, ou melhor, dos meus filhos. O meu novo EU foi resultado devido ao que eles me trouxeram de ensinamento. Eles me trouxeram o poder da paciência, o poder da disciplina, o poder de olhar o outro com mais amor e empatia. 

A maternidade me trouxe o poder de entender que cada indivíduo é ÚNICO, que EU SOU ÚNICA. 

A maternidade me trouxe PAZ.

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